Reclamação contra corte de árvores barra obras de melhorias na av. Alberto Caldeira em Guanhães


Em reunião com a prefeita Dóris Campos (PDT), autoridades do Meio Ambiente e da Defesa Civil, além de representantes de moradores, nesta quarta-feira (3), o Ministério Público solicitou da prefeitura explicações sobre o projeto de intervenção ambiental na av Alberto Caldeira na região central da cidade.
Usada por moradores para a prática de exercícios e caminhada, a avenida é uma das vias que integram o projeto de revitalização asfáltica implementado pela Prefeitura desde o início do ano. Além desta, também integram o pacote de licitações a avenida Dos Ipês, no bairro Floresta, e as ruas Eurídice Coelho e Natanael da Silva no distrito de Correntinho. Não houve interessado em realizar as obras da rua Matozinhos Matos em Sapucaia.
De acordo com a promotoria, a intervenção do órgão se deve a reclamações de moradores da avenida e do entorno que alegam que a prefeitura estaria cortando árvores que estão ameaçadas ou em processo de extinção.
A Prefeitura afirma ter recebido parecer técnico favorável do Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (Codema), órgão que avalia intervenções e impactos sobre o meio ambiente no município. Guanhães não tem uma legislação específica para resolver casos assim.
Representantes da Polícia Ambiental afirmaram que no parecer do Codema não constam árvores que se enquadram em espécies ameaçadas ou em extinção (conforme o parecer, 50 de 81 árvores seriam cortadas). Em resposta à sugestão de levar o caso ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), os representantes disseram ainda que o Instituo não delibera sobre casos do tipo em âmbito municipal.
Diante do impasse, a promotoria solicitou à Prefeitura realizar inspeção técnica ambiental para se certificar da real necessidade da supressão das árvores. O resultado da inspeção deverá ser apresentada ao Codema que fará uma reavaliação pautada na legislação estadual. Até lá, as obras de revitalização da avenida, que chegou a ter início há duas semanas, exatamente com o cortes de árvores, ficarão paralisadas.
Pros e contra
Nas redes sociais, o caso gerou discussão entre os internautas. Uns afirmam que a promotoria agiu certo em intervir. Outros lamentam o fato da paralização das obras e acreditam em intriga política de adversários da prefeita.

*Com Folha de Guanhães

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