Covid-19: primeira morte de guanhanense aumenta especulações e insegurança na população da cidade

Ao comunicar o caso da primeira vítima fatal da Covid-19 residente na cidade de Guanhães, na sexta-feira (26), a secretária de Saúde do município, Rejane Ferreira, disse que o teste positivo para a doença só foi divulgado pelo hospital Carlos Chagas de Itabira, onde o paciente estava internado, três dias depois da sua morte. O paciente teria morrido no último dia 23.
Alegando respeito a familiares, as autoridades sanitárias do município se dizem impedidas de dar maiores informações sobre as vítimas da Covid-19. No caso da vítima fatal, a Vigilância Epidemiológica disse apenas tratar-se de um homem de 65 anos que realizava tratamento em Itabira. Questionado sobre se o paciente estava sendo monitorado, a resposta foi que “não” já que, segundo informou o órgão, a vítima não apresentava sintomas da doença e nem havia procurado assistência médica no município para relatar queixas.
O Hospital Carlos Chagas de Itabira, que a exemplo do Hospital Regional de Guanhães é uma instituição privada, também preferiu não emitir opinião. Informações extraoficiais, no entanto, dão conta de que o paciente se submetia a sessões de hemodiálise.

Especulações
Ontem (29), a Prefeitura deu início a testagem dos funcionários do município pertencentes aos grupos considerados de maior risco (saúde e segurança). Coincidentemente, nas últimas semanas, o número de casos só tem aumentado. De acordo com o Boletim Epidemiológico do Comitê Gestor de Combate ao Coronavírus, hoje (30) chegou a 41 casos confirmados e 64 suspeitos, ante a 25 confirmados e 51 suspeitos de ontem. Já se especula nas redes sociais, por exemplo, que grande parte dos contaminados seja do quadro de funcionários da secretaria de saúde.

Insegurança

Rejane Ferreira, que também é membro do Comitê Gestor, recomendou à população intensificação no cuidado com a preservação da saúde, sobretudo com o higiene das mãos e uso de máscaras e a manutenção do distanciamento social. Mas depois do anúncio do primeiro óbito e o aumento dos casos, a falta de informações oficiais elevaram o grau de desconfiança e insegurança por parte população.

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