Elevação de preços também em supermercados de Guanhães assusta consumidores

Altas dos preços também assusta consumidor (Foto imprensa)

O jornal Estado de Minas denunciou esta semana (13) o aumento "assustador" dos preços em supermercados da região metropolitana de BH. A pesquisa foi monitorada por um aplicativo chamado comOferta, em parceria com consumidores.

Segundo o jornal, alimentos como feijão, açúcar, arroz e leite, que compõem a cesta básica, e produtos de limpeza registraram elevação de cerca de 91% em comparação com novembro do ano passado.

Mas a alta nos preços não aconteceu só na região metropolitana da Capital. Em Guanhães, o aumento nos preços assustou os consumidores que também passaram a pagar mais pelos alimentos nas últimas semanas a partir das medidas tomadas pelo Comitê Gestor Municipal de Saúde no combate ao coronavírus.

Feijão e ovo no topo 
A exemplo da região de BH, foi o feijão que  também apresentou maior alta em Guanhães. O pacote de 1kg chegou a custar entre R$ 7,00 e R$ 8,00 (antes era R$ 3,00 a R$ 4,00). O pacote de arroz de 5kg variou de R$ 17 e R$ 18,00 (antes era de R$ 14,00 a R$ 15,00), o de açúcar (também de 5Kg) passou para R$ 10,00 a 11,00 (antes comprava-se por R$ 8,00 a R$ 9,00) e a caixa de 1 litro do leite longa vida chegou a R$ 3,00 e R$ 4,00 (antes via-se por R$ 2,30 a R$ 2,90).

Depois do feijão, o ovo foi o que registrou a maior alta. Uma cartela com 30 ovos brancos chegou a custar entre R$ 14,00 a R$ 18,00 (antes pagava-se de R$ 9,00 a R$ 11,00). A explicação dada neste caso foi o aumento do consumo do alimento em detrimento da carne bovina que também sofreu forte aumento desde meados de 2018.

Os produtos de limpeza também encareceram por aqui. A maior elevação observada foi verificada em produtos como sabão em pó (de R$ 5,00 a R$ 5,90 para R$ 7,00 a R$ 8,50 a embalagem de 1kg) e dos chamados limpadores multiuso (de R$ 2,50 a R$ 3,90 para R$ 3,30 a R$ 4,90 a embalagem 500ml).

Não é normal
Segundo o Estado de Minas, para o idealizador do comOferta, Feliciano Abreu, a alta verificada nos preços não é normal. Para ele, os encarecimentos se explicam por um “efeito cascata” provocado pela pandemia de coronavírus. “Vai todo mundo correndo estocar arroz, feijão, óleo e leite. Porque não se sabe até onde isso vai. E o supermercado, que não é bobo, aumenta os preços”, argumenta. 
Em Guanhães, o Guanhães em Foco acompanhou a variação em três dos principais supermercados da cidade.

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