Empresários de Guanhães promovem carreata pela volta da abertura do comércio local

Empresários de Guanhães promovem carreata
contra "quarentena" (Foto: Folha FM)

Inconformados com a determinação de isolamento social como medida de combate ao coronavírus, empresários de Guanhães promoveram, nesta sexta-feira, 27, carreata pela volta da reabertura do comércio local. Segunda a polícia, solicitada para proteger a manifestação, cerca de 100 carros foram usados no evento.

A revolta dos empresários foi organizada após chamamento feito pelas redes sociais em todo o País pelo fim do isolamento social (“quarentena”), decretado por prefeitos e governadores em vários Estados. Segundo os organizadores, a paralização das atividades atrapalha a economia e resultará em “consequências graves” para a população. “Não se pode impedir quem quer trabalhar”, disse um dos manifestantes.

“Vagabundagem”

Sem levar em conta o apelo feito pela comunidade internacional, depois do que ocorreu na Itália e Espanha, por exemplo (em um mês, os dois países somam juntos quase 2 mil mortes), no Brasil, manifestantes acusam os defensores da paralisação de “vagabundagem” e de “não patriotas”. “São os mesmos que defendem bandidos e querem prejudicar o presidente Bolsonaro”, diz manifestante de São Paulo em vídeo que circula nas redes sociais. Contrário ao isolamento, Bolsonaro classifica a campanha pelo combate ao coronavírus de "alarmismo", sugerindo diversas vezes  que o contágio não passa de  uma "gripezinha". 

Promotoria

Em Guanhães, um dos defensores da paralisação é o promotor público Luciano Sotero, membro do Comitê Municipal de Enfrentamento ao COVID-19 (nome da doença causada pelo vírus) criado pela Prefeitura. Em entrevista à Folha FM, Sotero voltou a condenar o que considera “atos de irresponsabilidades” dos que são contra a paralisação dos serviços não essenciais: “Se insistirem com a abertura (dos comércios) na segunda-feira, 30, nós tomaremos medidas”, advertiu.

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