Para o dr. Marco Aurélio Assis, otorrino
formado pela Faculdade de Ciências Médicas e especialista em doenças alérgicas,
dono do Centro de Tratamento Especializado (CTE) em Guanhães, o coronavírus,
embora apresente alto risco de contágio, é um vírus frágil.
A opinião de Marco Aurélio foi dada em entrevista à Sacarlatt Macedo,
proprietária do ateliê Ell’as, na última quarta-feira (3), em live via
Instagram. O tema da entrevista era "Covid-19, mitos e verdades”.
Segundo o doutor Aurélio, o maior risco de contágio
é mesmo para pessoas com doenças graves, como diabéticos, cardíacos,
hipertensos e obesos. “Em pessoas saudáveis e jovens a chance de (a Covid-19)
evoluir para quadro grave, é muito baixa, quase acidental, cerca de 14%”, disse.
No entanto, Aurélio diz que o que mais preocupa
as autoridades de saúde é o fato de se estar lidando com uma nova forma do vírus,
sugerindo que pouco se sabe sobre a nova doença.
Por isso, para o médico, é preciso se proteger com uso de máscaras e higienização das mãos e nariz para evitar a
transmissão às pessoas do grupo de risco, evitando assim uma possível
sobrecarga do sistema público de saúde.
Polêmica
Ao explicar a origem da pandemia, dr
Aurélio disse que o contágio do coronavírus em humano não é comum e pode estar
associado ao consumo de animais silvestre na China, como galinhas, cobras e morcegos. Para Aurélio, tudo indica que o contágio
em humanos tenha ocorrido por meio da ingestão de morcegos, segundo ele, algo
muito comum nos mercados da Ásia. “Come-se de tudo por lá”, disse.
A declaração do médico conflita com a
informação das autoridades chinesas que têm insistentemente rebatido a
existência desse tipo de comércio no país asiático e a tese de que o país deve “compensar”
o mundo pela pandemia atual. Recentemente,
em documento aos brasileiros, a embaixada chinesa no Brasil, entre outros coisas, afirma não
haver base legal para responsabilizá-los já que, dizem, os vírus são um inimigo
comum da humanidade e o país asiático é igualmente vítima da situação.
“Nesse caso, quem deverá compensar por epidemias como a gripe H1N1, AIDS, e BSE ( sigla inglesa de bovine spongiform encephalopathy que designa a doença da vava louca) ?”, questiona o documento.
“Nesse caso, quem deverá compensar por epidemias como a gripe H1N1, AIDS, e BSE ( sigla inglesa de bovine spongiform encephalopathy que designa a doença da vava louca) ?”, questiona o documento.

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